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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Sonhos e outras divagações
Ai que já veio um rol de gente queixar-se-me que não ando a actualizar o blog, apesar das minhas desculpas!
Só por causa disso, hoje escrevo de novo e até meto uma foto!
A foto é do jardim interior do hospital, lindo lindo, agora com a chegada da Primavera, apesar deste dia até ter estado pró encoberto.
E agora partilho um sonho. Volta e meia tenho assim sonhos estrambólicos, sem lógica nenhuma (é suposto terem?), como toda a gente deve ter, se se lembrarem do que sonharam. Há muitos meses (noutra vida), sonhava repetidamente que me caíam os dentes da frente. Já não sonho com isso.
Ora a noite passada sonhei com a minha gata. Ou melhor, com os meus gatos. Passo a explicar. Tive um gato que era a coisa mais linda, só faltava falar, o meu companheiro, pachorrento, rezingão, teimoso, carente, fofo, gordinho e enorme. Era o meu badoxinha, como eu carinhosamente lhe chamava. Disse tive? Não, eu é que lhe pertenci. Morreu velhinho e de repente, e a minha dor foi o facto de ele ter morrido sozinho, pois quando o encontraram de manhã já estava frio... Bom...continuando. Quando comecei a trabalhar por turnos, o badoxinha começou a sentir-se muito só (e a demonstrar, como só os gatos sabem) que não estava contente como o facto de estar tanto tempo sozinho. Rebeubéu pardais ao ninho, arranjei uma gatinha através duma colega, para lhe fazer companhia. Não havia o problema da procriação, porque o badoxa já era esterilizado (eu e o meu mano diziamos que ele era gay, não gostava de gatas). Fui-os habituando um ao outro e depois já eram os melhores amigos, com uns arrufos quando a estrumpfina (como eu carinhosamente lhe chamava) começou a ter o cio. A gata vive agora com os meus pais e já não me liga peva.
O raças da gata deve andar com os nervos, porque não mostra problemas de pele, é desparasitada e "despulgada" regularmente, mas tem a mania de arrancar tufos de pelo do seu próprio lombo, como se algo a incomodasse.
Devo ter ido para a cama preocupada com isso, porque sonhei com a bichana. E agora passo a contar o sonho, e o pessoal aí das cenas esotéricas que me explica, sff!
Sonhei que a estrumpfina estava a berrar que nem uma perdida, fui ver o que era e ela tinha roído a cauda até a separar do corpo. Mas não foi só a cauda, foi também a parte debaixo, onde tem o buraquinho da bicha! Os buraquinhos, se é que me entendem. Fiquei muito preocupada, apesar de não haver hemorragia, via-se que a bichana estava cheia de dores e, depois, como é que ela ía passar a fazer as necessidades? Foi depois uma corrida à procura do número de emergência do veterinário, ninguém o encontrava, fomos às páginas amarelas e tinham sido rasgadas precisamente as páginas dos vets da zona. Muito preocupada, voltei ao meu quarto, que não era o meu quarto, era na casa dos meus pais, mas com a mobília ao contrário, vejo a gata a andar de volta da cauda que continuava no chão e ouço miar, vindo do roupeiro (que estava no sítio errado): abro uma das portas e deparo-me com dois gatinhos bebés, bem roliços! Pronto, está tudo explicado, a gata tinha parido e tinha dado cabo dos buracos! (que lógica parva!) Mas...o badoxa não era capado? Pois, temos que processar o veterinário!
E depois acordei, a pensar que tinha que ligar para o trabalho porque não podia deixar a gata assim sozinha... :P Que stress! Lá me apercebi que tudo não tinha passado de um sonho!
E pronto, depois não se queixem que eu não escrevo!
PS - não me podia dar para sonhar que tinha o Rodrigo Santoro escondido no armário? grrrrr
Beijinhos a todos e boa semana, ouvi dizer que o tempo na Tugalândia está bom para a praia, seus ranhosos!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Nada de novo por aqui
Os dias passam, muito trabalho, muita aprendizagem e adaptação. Como tuga que sou, lá me vou desenrascando sempre. Andamos meeeeeeesmo com muita falta de enfermeiros e health care assistants naquele hospital. Anda tudo cansado, a trabalhar por 2 ou por 3.
Outro dia pediram-me para ficar até às 16. Tinha entrado às 7, levantei-me às 5h30, passei o turno às 14 e às 15 só olhava para o relógio, só me aguentando à custa dos cappuccinos que me a HCA que estava comigo me ía trazendo. Só me renderam às 17h30, cheguei a casa quase morta de cansaço, mas claro, aguentei-me, que remédio!
Em relação ao tempo, continua o habitual, está frio, 5ºC de máxima, volta e meia chove, mas pelo menos não neva por aqui, só mais a norte.
E vou contanto os dias até entrar de férias, o último dia será 12 de Fevereiro!
Beijinhos aos meus leitores, maioritariamente bookcrosseres, de Lisboa, Barreiro, Almada, Castelo Branco (devem ser os meus primitos!), São Paulo, Copenhaga, e do Texas, que calculo que seja o Paulo (busted!).
Outro dia pediram-me para ficar até às 16. Tinha entrado às 7, levantei-me às 5h30, passei o turno às 14 e às 15 só olhava para o relógio, só me aguentando à custa dos cappuccinos que me a HCA que estava comigo me ía trazendo. Só me renderam às 17h30, cheguei a casa quase morta de cansaço, mas claro, aguentei-me, que remédio!
Em relação ao tempo, continua o habitual, está frio, 5ºC de máxima, volta e meia chove, mas pelo menos não neva por aqui, só mais a norte.
E vou contanto os dias até entrar de férias, o último dia será 12 de Fevereiro!
Beijinhos aos meus leitores, maioritariamente bookcrosseres, de Lisboa, Barreiro, Almada, Castelo Branco (devem ser os meus primitos!), São Paulo, Copenhaga, e do Texas, que calculo que seja o Paulo (busted!).
domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
E não pára de nevar! II
Irra, que a neve da Sibéria nunca mais desopila daqui! Vou fazer tarde/manhã e, como prevêem outro nevão para esta noite é bastante provável que tenha que ficar retida no hospital. Pelo sim pelo não, já preparei a malita para passar a noite lá, só espero é que as enfermeiras da noite consigam aparecer senão faço os 3 turnos seguidos! Adeuzinho e até amanhã, tenham um bom fim-de-semana que eu também não! :p(já mencionei que estou farta da neve até à medula?)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
I'm a celebrity, get me out of here!
Já sou famosa no hospital por ser portuguesa e ninguém conseguir pronunciar o meu apelido, agora vou aparecer no jornal do grupo BMI como a mais recente aquisição no estrangeiro, assim tipo jogador de futebol, estão a ver? Tiram-me hoje fotografias de surpresa e amanhã é a entrevista.
(o fotógrafo queria à força toda tirar-me uma foto sentada numa cama, tive que lhe explicar mil vezes que as enfermeiras não se sentam nas camas dos doentes :p)
(o fotógrafo queria à força toda tirar-me uma foto sentada numa cama, tive que lhe explicar mil vezes que as enfermeiras não se sentam nas camas dos doentes :p)
sábado, 19 de dezembro de 2009
HO HO HO II
O hospital ofereceu a todos os funcionários (eu incluída) uma caixa de chocolates e uma garrafa de espumante australiano.
Que fofos! ;o)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Precisa-se: Enfermeiros para o Reino Unido!
Os dias têm passado a correr, com muito muito trabalho. Os cirurgiões querem despachar o trabalho todo antes do Natal, por isso é sempre a aviar!
Escrevo este post na ténue esperança de algum enfermeiro googlar palavras como Enfermeiro, Enfermagem no Reino Unido e vir aqui parar. Portanto, se és enfermeiro, tens um bom nível de conhecimentos de Inglês falado e escrito e queres trabalhar no sul de Inglaterra, envia-me um e-mail para unwrittenlife@gmail.com com o teu cv, em inglês de preferência! O Goring Hall Hospital, um hospital privado da rede BMI Healthcare está desesperado por mais enfermeiros, andamos a recorrer a enfermeiros de agências em quase todos os turnos, o que não é nada bom para os doentes nem para o hospital.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Novidades por cá
Mudei-me no sábado e estou a deitar as mãos ao céu pela mudança. O casal com quem vivo é muito porreirinho, ela cozinha maravilhosamente, tem ambos um excelente sentido de humor e são uns fofos.
Tenho comido uma boa refeição quente todos os dias com eles, se chego tarde do trabalho tenho um prato no microondas para aquecer. Nada a ver com a outra casa onde estava... Pronto, aqui não há cães nem gatos para fazer festinhas, mas sinto-me muito mais confortável, como com eles, vemos tv juntos, conversamos... Fazem-me sentir em casa! O que é fantástico!
De transportes também não tenho razão de queixa. Tenho a estação de comboios ao virar da esquina e depois são três ruas até ao hospital. Em termos de horários é óptimo para mim, apesar de, na 4ª feira ter ficado meia hora à noite à espera de comboio, tudo porque tivemos um turno complicadíssimo e não deu para despachar a horas.
Quanto ao trabalho, está a correr muito bem! Como em todo o lado, há pacientes e colegas difíceis. Os pacientes não me apoquentam, não sou de tratar mal ninguém, levam sempre com o meu sorriso em cima e umas palavras doces e derretem-se todos ;) A colega "escocesa do inferno" (a alcunha que lhe dei), é que é a piorzita, embirra com toda a gente e é mandona, pelo que ouvi ninguém a grama muito, mas eu nem comento nada, não vá chegar-lhe alguma coisa aos ouvidos e eu não quero criar mau ambiente de trabalho.
Mais dia menos dia chega o meu cartão com o PIN do NMC e começo a trabalhar sem supervisão. Já paguei a cota. 76 libritas, até doeu! Portanto, em breve, começo a trabalhar "sem rede" ;) Grande aventura! E que excitação! Nada como aquele nervoso muidinho para nos fazer sentir vivos eheheheheh
A grande chatice é que o hospital tem tanta falta de enfermeiros que tenho a sensação de estar a ser empurrada para começar a trabalhar por minha conta e não tenho a certeza se me sinto preparada. Quando são dias calmitos, não há espiga. O pior é que parece que, ultimamente, os dias são todos complicados, com imensas cirurgias, pacientes a entrar e a saír do bloco, admissões e altas, tudo ao mesmo tempo, o que se torna bastante complicado de gerir com a falta de enfermeiros...
Enfim...a ver vamos!
domingo, 25 de outubro de 2009
1ª semana
A primeira semana passou a correr!
No 2º dia já tive direito a farda de enfermeira, apesar de ter que trabalhar (e ganhar) como health care assistant enquanto não vier o meu PIN do Nursing and Midwifery Council (NMC). Dizem que demora 3 meses, se estiver tudo em ordem. Espero que esteja! E também estou à espera que o Criminal Record Bureau entregue o meu registo criminal de cá :p enquanto não vier, não posso prestar cuidados aos doentes (teoricamente). Tanta papelada que andei a correr para tratar, quem me dera ter sabido antes, já tinha entregue mais este papel também antes de vir para cá...
Portanto, teoricamente, ainda não posso fazer NADA, só observar o trabalho das outras enfermeiras. Mas, felizmente, há umas que não são muito comichosas com isso, especialmente a I., que é a enfermeira que está a fazer a minha integração. Ela deixa-me ver sinais vitais, fazer alguns registos, ajudo a fazer camas, mobilizar doentes, etc. Mas apanhei outra, uma escocesa com um sotaque super engraçado, que é super comichosa. Nesse dia passei umas 5 horas a ler papelada e a correr atrás dela só a ver. Grandessísima seca!
Como ainda sou supranumerária, não conto como prestadora de cuidados e o meu horário é feito semanalmente. Outra seca.
O autocarro que passa aqui leva-me muito tarde para o hospital nos dias em que faço manhã, pelo que o hospital colocou um táxi à minha disposição para esses turnos. Ainda não precisei porque a I. dá-me boleia, ela tem que passar nesta estrada de qualquer maneira, sorte a minha!
Nos primeiros dias, ía trocar de roupa ao vestiário e admirava-me de nunca encontrar ninguém, mas via casacos e roupa pendurada nos cabides. Mas eram só uns 5 ou 6 cabides... E pensava... "Bom, não estou no local errado porque o código abriu a porta...será que estou atrasada? Ou adiantada?" E depois lá descobri que só as pessoas do bloco e da cozinha mudam de roupa ali. O resto do pessoal tem carro e vai fardado para o serviço. As coisas que eu ando a aprender...
Os pacientes, ou melhor, clientes, são muito simpáticos e dizem que o meu inglês é excelente (que queridos lol) ê ainda não houve nenhum que não tivesse ido ou prestes a ir ao "Allgarve". Apesar de haver um acordo com o NHS, a maioria são clientes de seguradoras ou que pagam a totalidade. O hospital funciona como um hotel. Eles têm reserva do quarto para x noites, com menu com vários pratos à escolha. Quartos privativos, com casa de banho e amostrinhas de champô, amaciador, creme para o corpo, ect tal como nos hotéis. Aqui não faltam toalhas, lençóis ou almofadas como nos hospitais em que trabalhei em Portugal. Têm também à disposição lenços de papel e toalhetes. Os jarros de água (com gelo) são trocados várias vezes por dia e os tabuleiros são de um autêntico room service.
Resumindo, as condições são excelentes. É um hotel em que se fazem cirurgias.
E estou a gostar bastante. Há coisas que me ainda atrapalho a dizer aos doentes, por serem coisas novas e numa língua que não é a minha, mas com o tempo chego lá. As colegas são muito simpáticas (tirando a escocesa, mas já ouvi dizer que ela assusta as enfermeiras das agências que vão para lá). Não tive contacto nenhum com os cirurgiões, que não são chamados de Dr mas de Mr, coisa que estranhei bastante. Mas o pessoal do hospital é todo muito simpático: no refeitório, na recepção, no bloco. Sinto-me bem, acredito que em breve estarei perfeitamente ambientada às maneiras dos bifes.
E vou começar, como a I., a dizer que tudo é "lovely"!
Beijinhos e bom fim de semana!
No 2º dia já tive direito a farda de enfermeira, apesar de ter que trabalhar (e ganhar) como health care assistant enquanto não vier o meu PIN do Nursing and Midwifery Council (NMC). Dizem que demora 3 meses, se estiver tudo em ordem. Espero que esteja! E também estou à espera que o Criminal Record Bureau entregue o meu registo criminal de cá :p enquanto não vier, não posso prestar cuidados aos doentes (teoricamente). Tanta papelada que andei a correr para tratar, quem me dera ter sabido antes, já tinha entregue mais este papel também antes de vir para cá...
Portanto, teoricamente, ainda não posso fazer NADA, só observar o trabalho das outras enfermeiras. Mas, felizmente, há umas que não são muito comichosas com isso, especialmente a I., que é a enfermeira que está a fazer a minha integração. Ela deixa-me ver sinais vitais, fazer alguns registos, ajudo a fazer camas, mobilizar doentes, etc. Mas apanhei outra, uma escocesa com um sotaque super engraçado, que é super comichosa. Nesse dia passei umas 5 horas a ler papelada e a correr atrás dela só a ver. Grandessísima seca!
Como ainda sou supranumerária, não conto como prestadora de cuidados e o meu horário é feito semanalmente. Outra seca.
O autocarro que passa aqui leva-me muito tarde para o hospital nos dias em que faço manhã, pelo que o hospital colocou um táxi à minha disposição para esses turnos. Ainda não precisei porque a I. dá-me boleia, ela tem que passar nesta estrada de qualquer maneira, sorte a minha!
Nos primeiros dias, ía trocar de roupa ao vestiário e admirava-me de nunca encontrar ninguém, mas via casacos e roupa pendurada nos cabides. Mas eram só uns 5 ou 6 cabides... E pensava... "Bom, não estou no local errado porque o código abriu a porta...será que estou atrasada? Ou adiantada?" E depois lá descobri que só as pessoas do bloco e da cozinha mudam de roupa ali. O resto do pessoal tem carro e vai fardado para o serviço. As coisas que eu ando a aprender...
Os pacientes, ou melhor, clientes, são muito simpáticos e dizem que o meu inglês é excelente (que queridos lol) ê ainda não houve nenhum que não tivesse ido ou prestes a ir ao "Allgarve". Apesar de haver um acordo com o NHS, a maioria são clientes de seguradoras ou que pagam a totalidade. O hospital funciona como um hotel. Eles têm reserva do quarto para x noites, com menu com vários pratos à escolha. Quartos privativos, com casa de banho e amostrinhas de champô, amaciador, creme para o corpo, ect tal como nos hotéis. Aqui não faltam toalhas, lençóis ou almofadas como nos hospitais em que trabalhei em Portugal. Têm também à disposição lenços de papel e toalhetes. Os jarros de água (com gelo) são trocados várias vezes por dia e os tabuleiros são de um autêntico room service.
Resumindo, as condições são excelentes. É um hotel em que se fazem cirurgias.
E estou a gostar bastante. Há coisas que me ainda atrapalho a dizer aos doentes, por serem coisas novas e numa língua que não é a minha, mas com o tempo chego lá. As colegas são muito simpáticas (tirando a escocesa, mas já ouvi dizer que ela assusta as enfermeiras das agências que vão para lá). Não tive contacto nenhum com os cirurgiões, que não são chamados de Dr mas de Mr, coisa que estranhei bastante. Mas o pessoal do hospital é todo muito simpático: no refeitório, na recepção, no bloco. Sinto-me bem, acredito que em breve estarei perfeitamente ambientada às maneiras dos bifes.
E vou começar, como a I., a dizer que tudo é "lovely"!
Beijinhos e bom fim de semana!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
1º dia de trabalho
Foi um dia em cheio. A R. foi uma querida e já se tinha oferecido para me dar boleia até ao hospital. O que me deu um jeitaço, porque choveu de manhã ( british weather!).
Passei o dia a familiarizar-me com os registos e a acompanhar três enfermeiras no seu trabalho, o que deu para começar já a ver as grandes diferenças entre a Enfermagem cá e em Portugal. Mas disso escreverei noutro dia, porque francamente, tenho a cabeça a explodir de informação e de coisas novas! Tanto, que hoje nem tive pachorra para tratar da minha quinta virtual no Facebook lol
O jantar foi, como sempre, às 18h30 e já estou a abrir a boca, por isso vou dormir!
Só vim mesmo picar o ponto e dizer como estou feliz por ter conseguido chegar até aqui. Foi um longo caminho e, finalmente, estou a colher a minha recompensa!
Beijinhos!
Passei o dia a familiarizar-me com os registos e a acompanhar três enfermeiras no seu trabalho, o que deu para começar já a ver as grandes diferenças entre a Enfermagem cá e em Portugal. Mas disso escreverei noutro dia, porque francamente, tenho a cabeça a explodir de informação e de coisas novas! Tanto, que hoje nem tive pachorra para tratar da minha quinta virtual no Facebook lol
O jantar foi, como sempre, às 18h30 e já estou a abrir a boca, por isso vou dormir!
Só vim mesmo picar o ponto e dizer como estou feliz por ter conseguido chegar até aqui. Foi um longo caminho e, finalmente, estou a colher a minha recompensa!
Beijinhos!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Celebration!!
Hospital - main entrance
- o hospital é lindo, as pessoas que conheci lá são super simpáticas,
-almocei com a D. numa casa de comida orgânica, em Goring, e comi metade duma vaca num hamburger, sem falar nas spiced potatoes e na saladona,
- Goring pareceu-me muito, mas mesmo muito bem (depois destes dias no campo então! lol), com um lindo paredão para passear e imensas lojas,
- encontrei alojamento numa casa lindissima, com um jardim adorável e que tem 4 cães, 2 gatos e 5 gatinhos que nasceram na semana passada,
- comemorei com a D. e a R. com uma garrafa de Asti Martini e ía adormecendo no sofá porque a R. não se calava (só não adormeci porque ela começou a rir sem parar),
- Tucs de queijo são muito boas.
Beijinhos!!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Update!
Já tenho uma meeting marcada para 5ª feira para o novo hospital e o J. já anda a ver quartos para arrendar por perto.
Esperemos que Goring não seja boring!!
Desejem-me sorte!
sábado, 3 de outubro de 2009
Day 2 - Meeting at the Hospital
A R. entrava à mesma hora a que eu tinha a reunião com a Nurse’s Manager e ofereceu-se para me mostrar as redondezas. Isto é, apontou assim por alto, o caminho para o shopping cá do sítio (aiai vou-me perder, é tudo igual) e o caminho para o hospital. Já reparei que ela é assim um bocado cabeça no ar, nem se lembrou de me mostrar a casa, tenho que andar sempre em cima dela a perguntar-lhe as coisas, o que por vezes se torna um bocado cansativo. Mas pronto, tirando isso parece boa pessoa.
Resumindo, seguindo por um carreirito ao longo das casas e atravessando duas estradecas, chego ao shopping de New Ash Green, que tem um pub, um minimercado (the co-operative), dois bancos com caixa multibanco (iupi!), um post-office que vende de tudo e até se pode fazer câmbio de moeda, uma Oxfam (que estava fechada), uma livraria (que só tinha livros de pesca, caça e golfe ou animais, está-se mesmo a ver do que é que esta malta gosta), um restaurante chinês e dois indianos. Aproveitei e comprei o adorado Cadbury de caramelo, barra gigante, e um cartão de telemóvel. A R. tem um Nokia desbloqueado que me ofereceu (que querida!) e já estou safa de comprar um telemóvel novo. Logo já forneço o número ao pessoal (se me esquecer, peçam-mo!). Fui também inscrever-me num médico, parece que é obrigatório aqui e que toda a gente tem, tal como é suposto acontecer na Tugalândia :p (lá eu nunca tive médico de família).
Outro exemplo de como a R. é cabeça no ar: eu disse que precisava de ir ao banco, ela precisava de comprar um cabo para a tv (mesmo assim, continua a não funcionar), fomos cada uma para seu lado, mas os bancos aqui só abrem às 10h…:p felizmente pude trocar dinheiro nos correios… Depois nem se lembrou que ia trabalhar o dia todo e que eu ia ficar sem chave e fora de casa. Lá descobri um sítio onde faziam chaves e já tenho chave, ufa!
A reunião no hospital foi uma desilusão :| Houve uma confusão acerca da minha job position (confusão? Cambada de incompetentes!!). Nos primeiros tempos, enquanto o meu registo no NMC não vier, tenho que trabalhar como health care assistant, ganha-se um bocado menos e não se pode administrar medicação, mas eu já vinha preparada para isso. O problema é que a vaga que eles tinham era só em part-time, mal dava para pagar a renda e comer… Fiquei tão chateada que nem imaginam. Então eu vinha de Portugal para aqui trabalhar em part-time?! A D., da agência de recrutamento, também se passou e deu uma descompustura à relações públicas do BMI por não ter previsto esta situação. Resultado, foi uma perda de tempo, mas deu para conhecer outro hospital, este ainda mais pequeno que o Chaucer de Canterbury onde foi a entrevista. Agora tenho que esperar que marquem outra reunião noutro hospital não sei onde…
Prometeram-me que “não me vão mandar de volta para o meu país” e que serei reembolsada pelas despesas de alojamento que estou a ter. Xiça, tanta pressa para cá chegar e agora fico aqui a anhar, sem tv, sem net, sem café, sem livros para ler (os técnicos não contam!), sem nada para visitar a não ser campo. Ainda começo mas é a jogar golfe :p
Decidi pegar nas perninhas e ir até ao Bluewater Shopping Centre, fosse como fosse na busca de net móvel e uma loja da Orange onde me explicassem como se põe o SIM card a funcionar.
Fui andando, andando, até chegar à rua principal onde havia paragens de autocarro. Não encontrei nenhuma. Mas encontrei um pub e um senhor muito simpático que me deu as indicações todas para ir para o centro comercial e ainda me ofereceu uma garrafa de água (“keep your pocket money, love, you’ll need it). Lá fui e aquilo fica longe pra caraças. E é enormeeeeee! Muito muito giro, com uma lagoa na entrada e uns riachos artificiais lá dentro, com fontes a sair das bocas dos sapos. Lá encontrei uma Orange e a senhora pegou-me no telemóvel e activou-me o cartão e o tarifário, assim sem mais nem menos e a dizer que se eu precisasse de mais alguma coisa era só dizer, darling! Um amor de senhora.
Cheguei a casa sem incidentes (ufa, é esta casa mesmo, a chave abre a porta). Ligar a caldeira para tomar banho “daqui a bocado”, arrumar as compras e começar a surfar na net :) pronto, já estou mais feliz, nem tudo é mau!
Resumindo, seguindo por um carreirito ao longo das casas e atravessando duas estradecas, chego ao shopping de New Ash Green, que tem um pub, um minimercado (the co-operative), dois bancos com caixa multibanco (iupi!), um post-office que vende de tudo e até se pode fazer câmbio de moeda, uma Oxfam (que estava fechada), uma livraria (que só tinha livros de pesca, caça e golfe ou animais, está-se mesmo a ver do que é que esta malta gosta), um restaurante chinês e dois indianos. Aproveitei e comprei o adorado Cadbury de caramelo, barra gigante, e um cartão de telemóvel. A R. tem um Nokia desbloqueado que me ofereceu (que querida!) e já estou safa de comprar um telemóvel novo. Logo já forneço o número ao pessoal (se me esquecer, peçam-mo!). Fui também inscrever-me num médico, parece que é obrigatório aqui e que toda a gente tem, tal como é suposto acontecer na Tugalândia :p (lá eu nunca tive médico de família).
Outro exemplo de como a R. é cabeça no ar: eu disse que precisava de ir ao banco, ela precisava de comprar um cabo para a tv (mesmo assim, continua a não funcionar), fomos cada uma para seu lado, mas os bancos aqui só abrem às 10h…:p felizmente pude trocar dinheiro nos correios… Depois nem se lembrou que ia trabalhar o dia todo e que eu ia ficar sem chave e fora de casa. Lá descobri um sítio onde faziam chaves e já tenho chave, ufa!
A reunião no hospital foi uma desilusão :| Houve uma confusão acerca da minha job position (confusão? Cambada de incompetentes!!). Nos primeiros tempos, enquanto o meu registo no NMC não vier, tenho que trabalhar como health care assistant, ganha-se um bocado menos e não se pode administrar medicação, mas eu já vinha preparada para isso. O problema é que a vaga que eles tinham era só em part-time, mal dava para pagar a renda e comer… Fiquei tão chateada que nem imaginam. Então eu vinha de Portugal para aqui trabalhar em part-time?! A D., da agência de recrutamento, também se passou e deu uma descompustura à relações públicas do BMI por não ter previsto esta situação. Resultado, foi uma perda de tempo, mas deu para conhecer outro hospital, este ainda mais pequeno que o Chaucer de Canterbury onde foi a entrevista. Agora tenho que esperar que marquem outra reunião noutro hospital não sei onde…
Prometeram-me que “não me vão mandar de volta para o meu país” e que serei reembolsada pelas despesas de alojamento que estou a ter. Xiça, tanta pressa para cá chegar e agora fico aqui a anhar, sem tv, sem net, sem café, sem livros para ler (os técnicos não contam!), sem nada para visitar a não ser campo. Ainda começo mas é a jogar golfe :p
Decidi pegar nas perninhas e ir até ao Bluewater Shopping Centre, fosse como fosse na busca de net móvel e uma loja da Orange onde me explicassem como se põe o SIM card a funcionar.
Depois fui a uma Carphone, como o J. me tinha aconselhado, à procura de net móvel que tivesse uma boa cobertura pelo país. Escolhida a 3 e comprada, lá fui à procura da zona de restauração para morfar qualquer coisa. Ainda deu para reparar que tinham bolsinhas da Golla iguais à minha à venda, bastante mais caras. Ranhosos!
Decidi-me por indiano. Uma chicken madras very hot (picante), com meio kg de arroz debaixo e uma bebida por 4,90 libras, nada mau. Depois um espresso que era uma bela bodega, bebido lá fora a olhar para os patinhos no lago e a apanhar um solinho bom.
Aproveitei para dar um saltinho ao Marks & Spencer, secção da comida, onde comprei mais umas coisitas que não vinha no welcome pack da agência.
O autocarro ainda ía demorar hora e meia (como é que é possível) e como também não me queria arriscar a perder-me no meio do casario carregada de sacos, apanhei um táxi (na noite anterior, extraí a morada da R. quase a ferros, felizmente). Foram 10 libras com desconto, que o senhor taxista, que também me tratou por “love”, deve ter engraçado com a minha cara e descontou 7 libras do taxímetro!
Ah, outra borla! Fui espreitar a Boots e vi lá a revista deles, de longe dizia “Free” mas em letras pequenas era grátis apenas para quem tem o cartão não sei quê da Boots, uma libra para os outros mortais. Uma senhora da loja viu-me a folheá-la e perguntou-me se eu queria. Eu respondi que não tinha cartão e ele “It’s free for you, darling, take it”. Uau! Sabe bem ser uma love e darling :))
Cheguei a casa sem incidentes (ufa, é esta casa mesmo, a chave abre a porta). Ligar a caldeira para tomar banho “daqui a bocado”, arrumar as compras e começar a surfar na net :) pronto, já estou mais feliz, nem tudo é mau!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Departure Day
E pronto, dia 1 de Outubro lá fui eu, o N. e a S. para o aeroporto. Desliguei a electricidade, água e gás e fechei a minha casinha. Despedi-me dos vizinhos e do senhor do café, que me ofereceu um pastel de bacalhau (Olhe que lá não tem disso, menina!) e lá fomos.
Apanhámos trânsito em Lisboa, mas felizmente íamos com tempo que somos pessoas prevenidas. Fiz o check in e lá fui pagar o excesso de bagagem sem piar (muito). Claro que houve uns percalços: fila com demora, que depois descobrimos que era a fila errada, cartão multibanco que não funcionava (ops, já é dia 1!), mas deu tempo para ir até à esplanada que eu nem sabia que existia se não fosse a S. Mais umas fotos e o fornecimento dum victanzinho para o stress e lá nos despedimos.
O voo correu às mil maravilhas, o lugar ao meu lado até está vazio, tive direito a uma “refeição leve” (uma sandocha quente de queijo e algo que não era fiambre nem bacon, mais uma salada de fruta a sério e sem açúcar que era de louvar por não ser só maçã e laranja, acompanhada por muitos copos de água e uma cena a que chamaram café). NÃO ME VOU HABITUAR A ESTE CAFÉ! Humpf! Incrível incrível é que o avião aterrou meia hora antes do previsto e estava um grande solão, até despi a camisola. Assim, andei a arrastar o casaco, a camisola, a carteira cheia de tralha mais o portátil :p Felizmente 3 (sim, três) rapazinhos ajudaram-me a tirar as malas do tapete rolante para o troley, estava mesmo difícil, tenho pena dos senhores que carregam as malas nos aviões. E saí e já estava o J. à minha espera com um grande sorriso :)
O J. faz parte da agência de recrutamento e é o encarregado de fazer de motorista e caçador de quartos para as pessoas que vêm para cá trabalhar. Pegou nas minhas malas mais o portátil como se não fosse nada e fomos para o carro. Destino: a minha nova casa.
Pusemos a conversa em dia e ele fez-me uns updates acerca da casa e do hospital, assim como do trajecto que eu ia ter que fazer. Ainda tentámos ver se um cartão da Orange funcionava no meu telemóvel, mas o bicho está mesmo bloqueado. Ranhosos!
Apanhámos trânsito em Lisboa, mas felizmente íamos com tempo que somos pessoas prevenidas. Fiz o check in e lá fui pagar o excesso de bagagem sem piar (muito). Claro que houve uns percalços: fila com demora, que depois descobrimos que era a fila errada, cartão multibanco que não funcionava (ops, já é dia 1!), mas deu tempo para ir até à esplanada que eu nem sabia que existia se não fosse a S. Mais umas fotos e o fornecimento dum victanzinho para o stress e lá nos despedimos.
O voo correu às mil maravilhas, o lugar ao meu lado até está vazio, tive direito a uma “refeição leve” (uma sandocha quente de queijo e algo que não era fiambre nem bacon, mais uma salada de fruta a sério e sem açúcar que era de louvar por não ser só maçã e laranja, acompanhada por muitos copos de água e uma cena a que chamaram café). NÃO ME VOU HABITUAR A ESTE CAFÉ! Humpf! Incrível incrível é que o avião aterrou meia hora antes do previsto e estava um grande solão, até despi a camisola. Assim, andei a arrastar o casaco, a camisola, a carteira cheia de tralha mais o portátil :p Felizmente 3 (sim, três) rapazinhos ajudaram-me a tirar as malas do tapete rolante para o troley, estava mesmo difícil, tenho pena dos senhores que carregam as malas nos aviões. E saí e já estava o J. à minha espera com um grande sorriso :)
O J. faz parte da agência de recrutamento e é o encarregado de fazer de motorista e caçador de quartos para as pessoas que vêm para cá trabalhar. Pegou nas minhas malas mais o portátil como se não fosse nada e fomos para o carro. Destino: a minha nova casa.
Pusemos a conversa em dia e ele fez-me uns updates acerca da casa e do hospital, assim como do trajecto que eu ia ter que fazer. Ainda tentámos ver se um cartão da Orange funcionava no meu telemóvel, mas o bicho está mesmo bloqueado. Ranhosos!
E que maravilha, este pessoal é mesmo prevenido! O J. foi às compras para mim, diz que é o “welcome/start pack”, que consistia em lençóis, almofadas, edredon, papel higiénico, detergente para a louça, leite, ovos, manteiga, pão, açúcar, batatas, cenouras, maçãs, queijo, 2 pacotes de massa, óleo, corn flakes e 2 frascos de molho bolonhesa. :))) Fiquei bem fornecida! E foi a minha sorte, porque aqui as lojas fecham às 18h.
Chegámos ao meu destino no belo condado de Kent, muito verdinho, muita relva, muitas árvores, muitos cavalinhos e cabrinhas, paisagem típica das séries que via na Brit Com (Little Britain, tal e qual). A minha housemate, a R., que também é enfermeira no mesmo hospital, estava de serviço e aproveitámos e fomos ter com ela ao hospital. Topei-lhe logo a pinta (ao hospital): recepção com cadeiras estofadas e sofás, tapetes, quadros nas paredes… Bela pinta! Muito fancy, sem dúvida.
A casa é engraçada. Isto aqui são blocos e mais blocos de casas iguais (ai ai vou-me perder aqui no meio sem pontos de referência) de tijoleira castanha, casinhas de 2 andares, com grandes janelas com aquela cena que já tinha reparado nos bifes de não usarem cortinas e a gente poder ver tudo lá para dentro (coisa que me chateia à brava), muita relva e árvores em todo o lado.
A casa tem 3 quartos, o meu fica no 1º andar, com um grande roupeiro espelhado e uma janela enorme. 2 casas de banho, uma cozinha e uma sala de estar e jantar (lounge) bastante grande e muito mal aproveitada (decoração estilo cocó, como a S. baptizou). Nas traseiras tem um jardim cercado, com uma estufa que aparentemente é usada para guardar tralha e foi tomada pelas aranhas. O jardim está bastante abandonado, o que não admira numa casa arrendada. É uma pena não ter uns banquitos porque ainda estiveram uns dias com um solito em que se estaria ali muito bem.
Particularidades, assim de repente… Os bifes ainda não perceberam que não dá jeito nenhum ter duas torneiras, uma para a água quente outra para a fria, em vez duma misturadora? É que já vi não sei quantas cozinhas e casas de banho aqui assim… Água aquecida por caldeira… Pois, como no “Allgarve”, demora algum tempo a aquecer e quando se acaba…acabou! Depois tem que se esperar mais um bocado (assim tipo uma hora ou duas) que a caldeira encha e aqueça a água. Felizmente só somos 2 aqui nesta casa. A casa é toda alcatifada. Toda, mas mesmo toda, até a cozinha e as casa de banho. Alcatifa cor-de-rosa. Menos na sala que é castanha com umas flores amarelas, vermelhas e azuis, estilo cocó.
Tenho uma televisão no quarto que não apanha canal nenhum. Segundo a R., funcionava na semana passada, mas agora nada...nem com o manual de instruções consegui pô-la a apanhar alguma coisa. E não tenho internet. E não há um vizinho que tenha a wi sem segurança, que chatice. Amanhã tenho que tratar disso, sem falta, senão fico parva da mioleira aqui! Entretanto já desfiz as malas todas e reparei que me esqueci dos óculos de leitura (felizmente tenho lentes de contacto diárias para 90 dias) e maldisse a hora em que resolvi não trazer dvds e jogos de computador.
Janela do quarto
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